Núcleo Artérias

   O Núcleo Artérias, dirigido por Adriana Grechi, se dedica de forma contínua à investigação e à invenção de corporeidades urgentes e de sistemas de compartilhamento artístico.  

   Os integrantes do grupo experimentam em seus corpos como o consumismo, a instabilidade, a incerteza, as construções de gênero e a espetacularização estão afetando nossa percepção.

   O Núcleo Artérias testa outras formas de perceber, transformando modos de operar do próprio corpo e suas possibilidades de conexão com outros corpos.

   Integrei o Núcleo como artista/dançarina/criadora entre 2010 e 2016, na pesquisa de linguagem em dança contemporânea e na criação dos espetáculos. Participei das criações Escuro Visível (criado em 2104 e re-criado em 2016), Bananas 15 (2015), BANANAS (2013), Fleshdance II (2013), Fleshdance (2012), Público - 3 atos e um livreto (2010) e da re-criação do espetáculo Fronteira Móveis (2011); trabalhei em residência artística com os artistas Marcelo Gabriel (Belo Horizonte) , Taoufiq Izeddiou (Marrakech/Marrocos), Marcelo Evelin (Holanda/Brasil) e Robert Steijn (Holanda).

 

Escuro Visível (2016 e 2014)

Em Escuro Visível 16 o Núcleo Artérias investiga o movimento perceptivo da mente reconhecendo forças emocionais e sensoriais que modulam corpos.

O núcleo testou sobreviver em um ambiente inóspito, instável. Transformando o precário em potência, a vulnerabilidade em força propulsora. Persistindo na incerteza, acionou os sentidos para reinventar algum espaço comum, coletivo.  Um corpo de intensidades vitais, selvagerias e afetos, onde as conexões são tão importantes quanto os indivíduos.

Este trabalho foi produzido com o apoio do 18º Edital de Fomento à Dança da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

concepção/direção: Adriana Grechi | criação/performance: Bruna Spoladore, Lívia Seixas e Nina Giovelli | práticas corporais: Adriana Grechi e Lívia Seixas | estágio: Luiza Meira Alves |provocadores 2016: Robert Steijn e Marcelo Evelin | instalação sonora: Dudu Tsuda | iluminação: André Boll | operação de luz: Diego Gonçalves| fotografia: Edson Kumasaka | design gráfico: Fernando Bergamini | produção: Fractal Produção Cultural – Amaury Cacciacarro Filho | assistência de produção: Erika Fortunato | produção executiva: Guilherme Elias

Investigações sobre o desejo (2014)

O que inicia um movimento? Por que continuamos? O que gera potência e intensidade à existência? O que nos conecta?

Testamos e praticamos possibilidades de convivência e coletividade em um corpo em constante transformação, onde a experiência contínua do desejo é a força propulsora. Interessa-nos como forças e intensidades vitais podem ser partilhadas em um ambiente comum, em um espaço de afetos, onde as conexões são tão importantes quanto os indivíduos.

Estamos cansadas desta produção incessante de desejos voltados ao “sucesso” individual, lançados aos montes neste modo de operar do consumismo. Tentamos nos apropriar das nossas necessidades e desejos mais vitais. Exercitamos olhar e sentir o que realmente precisamos, juntas.

Assumimos o risco de expor forças e intensidades íntimas como princípio organizador da ação coletiva, aceitando e reconhecendo cada acontecimento, deixando-se afetar, transformar, criando assim uma rede propulsora formada por impulsos necessários.

Lygia Clark fantasiava o mundo como um grande bicho não percebido pelo homem. Emprestamos esta ficção e testamos o homem (que é ao mesmo tempo mulher) como um grande bicho não percebido pelo homem.

 

Este trabalho foi produzido com o apoio do XIV Edital de Fomento à Dança da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

concepção/direção: Adriana Grechi | criação/performance: Carolina Minozzi, Lívia Seixas e Nina Giovelli | preparação corporal: Adriana Grechi e Lívia Seixas | artista provocador/ treinamento/colaboração: Marcelo Gabriel | artista provocador: Taoufiq Izeddiou| estágio/ colaboração: Isis Andreatta | instalação sonora: Dudu Tsuda | iluminação: André Boll | fotografia: Edson Kumasaka | design gráfico: Fernando Bergamini | produção: Fractal Produção Cultural – Amaury Cacciacarro Filho | assistência de produção: Erika Fortunato | produção executiva: Guilherme Elias

BANANAS (desde 2013 até hoje)

Em BANANAS 15 o Núcleo Artérias investigou construtos de gênero através da exploração de imaginários e desejos considerados exclusivamente masculinos. O trabalho expõe a reiteração do gesto que formata e modula corpos, criando volumes e modos de ocupar e dominar territórios.

Questiona fronteiras entre gêneros, entre espectador e performer, em uma série de experiências acionadas pelo sistema digestório do corpo e seus padrões básicos de sobrevivência.

BANANAS 15 explora um corpo visceral, primitivo, faminto. Insaciável no seu desejo de consumir e descartar imagens, lugares, tempos e pessoas. Um corpo que prevalece, uma invenção do masculino que ainda molda presenças dominantes.

concepção/direção: Adriana Grechi | performance/criação: Bruna Spoladore, Lívia Seixas e Nina Giovelli | colaboração/estágio: Luiza Meira Alves | trilha sonora: Dudu Tsuda | iluminação: André Boll | operador de luz: Diego Gonçalves | produção: Fractal Produção Cultural – Amaury Cacciacarro Filho | assistência de produção: Erika Fortunato | produção executiva: Guilherme Elias

Em 2013.... como fundamento para a fisicalidade, o núcleo trabalhou com ações geradas pela ativação do sistema digestório do corpo provocando uma série de experiências conduzidas pelo desejo.

Explorando invenções de masculinidade, o Núcleo Artérias testou corporeidades andróginas, sinuosas, volumosas, orgânicas, multidirecionais potencializadas pelo desejo e possibilidade de ser “outros”, de ser múltiplo.

BANANAS lida com assuntos propostos no trabalho da artista britânica Sarah Lucas. Com foco no corpo humano, Lucas expande suas dimensões de gênero e sexo através de uma linguagem metafórica e provocadora. Em uma mistura de sensibilidade e agressão, a arte de Lucas desafia constantemente a visão masculina estereotipada da mulher.

Produzido originalmente para o 17º Cultura Inglesa Festival

concepção/Direção: Adriana Grechi | criação/dança: Carolina Minozzi, Larissa Ballarotti e Nina Giovelli | videocriação/performance: André Costa Menezes | trilha sonora: Dudu Tsuda | iluminação: André Boll | colaboração: Renato Jacques | produção: Fractal produção Cultural – Amaury Cacciacarro Filho | assistência de produção: Erika Fortunato | produção executiva: Guilherme Elias

Fleshdance 2

“Fleshdance 2” é uma coreografia de variações de intensidades emocionais composta por experiências físicas, acionadas pelo ato de respirar. Nesta obra o Núcleo Artérias explora o sistema orgânico do corpo, trabalhando na invenção de uma corporeidade ativada pela intensificação dos afetos. “Fleshdance 2” propõe um corpo volumoso, em constante transformação, movido pelos órgãos, poroso, com possibilidade de afetar e de ser afetado pelo outro.

 

“Fleshdance 2” foi produzido com o apoio do XIV Edital de Fomento à Dança da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

concepção/direção: Adriana Grechi | criação/performance: Carolina Minozzi, Lívia Seixas e Nina Giovelli | assistência de direção: Nina Giovelli | preparação corporal: Adriana Grechi e Lívia Seixas | videocriação/performance: André Costa Menezes e Renato Garcia | trilha sonora: Dudu Tsuda | Iluminação: André Boll | Colaboração: Isis Andreatta e Renato Jacques | fotografia: Edson Kumasaka | design gráfico: Fernando Bergamini | produção: Amaury Cacciacarro Filho | assistência de produção: Erika Fortunato e Juliana Santos |

 

participaram da primeira versão: Juliana Ferreira e Larissa Ballarotti

Fronteira Móveis

 “(…) Uma pessoa que tenha interiorizado uma visão de mundo
que inclua a insegurança e a vulnerabilidade
recorrerá rotineiramente, mesmo na ausência de ameaça genuína,
às reações adequadas a um encontro imediato com o perigo;
o “medo derivado” adquire a capacidade da autopropulsão.”
Zygmunt Bauman, Medo Líquido

 

Fronteiras Móveis discute incerteza, medo e vulnerabilidade sob a perspectiva do corpo. Neste trabalho, o Núcleo Artérias investigou dispositivos de conexão que geram oposições e tensões entre os performers provocando sucessivas instabilidades em seus corpos. A partir da interferência de câmeras instaladas no palco, imagens em vídeo são captadas e manipuladas em tempo real. Estas imagens vigiam e expandem o espaço da cena criando ao mesmo tempo novos problemas e desestabilizações para os performers. Tendo como suporte teórico o livro Medo líquido, do sociólogo Zygmunt Bauman, Fronteiras Móveis é a segunda parte da Trilogia Líquida do Núcleo Artérias.


Concepção/ Direção: Adriana Grechi, Criação/ Performance: Juliana Ferreira, Larissa Ballarotti e Nina Giovelli, Videocriação/ Performance: Rodrigo Gontijo / André Costa Menezes, Trilha Sonora: Dudu Tsuda, Som/ Montagem de palco: Rogério Salatini, Iluminação: André Boll, Preparação corporal: Lívia Seixas, Key Sawao, Ricardo Iazzetta e Adriana Grechi, Fotografia: Edson Kumasaka, Produção Executiva: Amaury Cacciacarro Filho
Participaram da primeira versão: Karina Ka, Lua Tatit, Tatiana Melitello

Público - 3 atos e um livreto

Cinco solos foram criados a partir de sensações relacionadas às nossas trajetórias de dança. Seus percursos acontecem simultaneamente e se permeiam configurando outras relações.

Exploramos espaços de intimidade. Espaço como contato entre pessoas. Permeabilidades. Intensidades. Ficção como realidade no corpo. Realidade como pura ficção. Modos de acionar a percepção.

Público é uma reconstrução coletiva das histórias pessoais em que a autoficção é explorada como possibilidade de intensificar o momento presente e ressignificar a própria experiência.

Por que eu faço dança?

concepção, criação e direção: Adriana Grechi criação e dança: Andréia Guilhermina, Júlia Rocha, Karime Nivoloni, Nina Giovelli e Valeska Figueiredo colaboração nos textos e livreto: Renato Jacques orientação de vídeo: Rodrigo Gontijo trilha sonora: Dudu Tsuda desenho de luz: André Boll operação de som, técnica e blog: Rogério Salatini design gráfico: Fernando Bergamini fotos: Edson Kumasaka, Jônia Guimarães produção: Amaury Cacciacarro Filho

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